Estratégia de programação do PRAXIUM — evolução paralela, baixo risco e sem aprisionamento a um LLM
Estratégia de programação do PRAXIUM — evolução paralela, baixo risco e sem aprisionamento a um LLM
Ideia central: eu não faria agora um “módulo Ollama” nem começaria a construir o LLM próprio. Faria primeiro uma fronteira cognitiva estável do PRAXIUM. Tudo o que pensa linguisticamente — Ollama hoje, GPT eventualmente, outro modelo amanhã e o futuro modelo PRAXIUM — entra pela mesma porta e obedece ao mesmo contrato.
Isso permite desenvolver PRAXIUM, motores determinísticos e LLM próprio simultaneamente, sem um depender da implementação interna do outro.
O que já foi provado reforça essa direção: o E2E chega realmente a Hub → Router → CORE sem LLM, mas a capacidade nativa é limitada e a governança atual mistura trabalho cognitivo com requisitos de execução operacional. O diagnóstico anterior também mostrou que PTC-EXE/TST está sendo exigido num caminho cognitivo read-only embora tenha semântica de execução/teste operacional.
1. Eu adotaria esta arquitetura
DANTE / JANELINHA
│
▼
ENTRADA PRAXIUM
│
▼
CORE
│
classifica a necessidade
│
┌──────────────────┴──────────────────┐
│ │
▼ ▼
CAPACIDADES NATIVAS PORTA COGNITIVA PRX
│ │
matemática / regras contrato único
lógica / motores │
busca / memória ▼
│ PROVIDER ROUTER
│ ┌────────┼─────────┐
│ ▼ ▼ ▼
│ Ollama GPT/API Outro
│ │
│ └──── futuro ───────► PRX-LLM
│ │
└──────────────────┬──────────────────┘
▼
RESULTADO CANDIDATO
│
▼
SÓCRATES
crítica independente
│
▼
CORE
decisão/autorização
│
┌───────────┴───────────┐
│ │
cognitivo/read-only operacional
│ │
gate cognitivo PTC completo
│ │
└───────────┬───────────┘
▼
AURORA
coordenação/continuidade
│
CURADOR
memória/proveniência
│
▼
RESPOSTAHá um detalhe crucial: Aurora, Sócrates e Curador não devem ser reescritos para servir ao Ollama. A porta cognitiva deve adaptar o modelo ao PRAXIUM — nunca adaptar o PRAXIUM ao modelo.
2. A peça central: uma Porta Cognitiva, não um “módulo Ollama”
Eu usaria conceitualmente algo como:
PRX_COGNITIVE_PORTO nome pode mudar depois. O importante é a função.
Ela possuiria apenas dois contratos estáveis:
CognitiveRequestV1
CognitiveResponseV1Por exemplo:
{
"contract": "CognitiveRequestV1",
"prx_run_id": "PRX-...",
"task": "interpretar_argumento",
"input": "...",
"context_refs": [],
"constraints": [],
"expected_output": "PRX_SEMANTIC_V1",
"risk": "low",
"tools_allowed": [],
"provider_policy": "auto"
}E o retorno:
{
"contract": "CognitiveResponseV1",
"prx_run_id": "PRX-...",
"provider": "ollama",
"model": "qwen2.5-coder:3b",
"result": {},
"uncertainties": [],
"limitations": [],
"provenance": {},
"llm_called": true
}Repare no que não aparece:
approved = true
authorized = true
execute = true
canonicalize = trueO provider não recebe autoridade.
Ele entrega um resultado candidato.
3. CORE deve conhecer o contrato — não os modelos
Esse é um dos pontos que mais reduzem erro.
Não quero encontrar daqui a seis meses coisas assim espalhadas pelo projeto:
if provider == "ollama":
...
elif provider == "openai":
...
elif provider == "praxium_llm":
...dentro de server.py, Router, Aurora, Janelinha, Curador etc.
Isso vira uma armadilha de manutenção.
Quero:
response = cognitive_port.process(request)E só a Porta Cognitiva sabe qual provider foi utilizado.
Assim:
CORE ────────────────┐
Sócrates ────────────┤
Aurora ──────────────┤
Curador ─────────────┤── entendem contrato PRX
Janelinha ───────────┘
não precisam entender Ollama/OpenAI/etc.4. Cada modelo vira apenas um adaptador
Internamente:
CognitiveProvider
│
├── OllamaProvider
├── OpenAIProvider
├── ExternalProvider
└── PraxiumInternalProviderTodos implementam aproximadamente:
supports(request)
invoke(request)
normalize(response)
health()
capabilities()O futuro LLM do PRAXIUM não ganha tratamento especial.
Ele simplesmente implementa:
PraxiumInternalProviderIsso é extremamente importante porque permite começar a construí-lo antes de ele estar pronto.
No começo:
PRX_INTERNAL_LLM = unavailableDepois:
PRX_INTERNAL_LLM
capabilities:
intent_detectionMais tarde:
intent_detection
semantic_parsing
entity_relations
summarization
generation
reasoning_supportO restante do PRAXIUM não muda.
5. Separar capacidade de provider
Outra proteção importante.
O CORE não deveria perguntar:
“Uso Ollama ou GPT?”
Ele deveria perguntar:
“De que capacidade preciso?”
Por exemplo:
CAPABILITY:
semantic_interpretationO registry responde:
core_native não suporta
PRX_INTERNAL_LLM parcial
Ollama suporta
GPT suportaEntão a política escolhe.
Isso permite que, no futuro, seu próprio modelo comece substituindo somente algumas funções.
Exemplo de evolução
Hoje:
interpretação → Ollama
síntese → Ollama
linguagem → OllamaDepois:
interpretação → PRX-LLM
síntese → Ollama
linguagem → PRX-LLMMais tarde:
interpretação → PRX-LLM
síntese → PRX-LLM
linguagem → PRX-LLM
Ollama → contingência
GPT → especialista externoNão haverá uma migração traumática. O modelo PRAXIUM ocupa progressivamente capacidades.
6. Dois planos: processamento e controle
Eu faria essa separação rigorosamente.
| Plano de processamento | Plano de controle |
|---|---|
| CORE nativo | CORE autoridade |
| Motor matemático | Sócrates |
| Reason DNA | PQR |
| Ollama | PTC |
| GPT | PRX-QA |
| futuro PRX-LLM | Aurora/controle operacional |
| busca/memória | proveniência/auditoria |
O lado esquerdo produz.
O lado direito controla.
Nunca fazer:
Ollama produz
↓
Ollama avalia
↓
Ollama autorizaNem no futuro:
PRX-LLM produz
↓
PRX-LLM se aprovaEssa independência é uma das melhores proteções arquiteturais que podemos dar ao PRAXIUM.
7. Resolver também cognitivo × operacional
A descoberta da Fase 3 é importante demais para ser ignorada.
Hoje existe algo equivalente a:
raciocínio lógico
↓
PTC exige execução
↓
PTC exige teste de executor
↓
bloqueioPrecisamos ter dois contratos de autoridade, sem eliminar o PTC:
COGNITIVO / READ-ONLY
resultado
→ crítica independente
→ validação cognitiva
→ gate cognitivoe:
OPERACIONAL / EFFECTFUL
decisão
→ autorização
→ execução
→ teste
→ receipt
→ PTC
→ gate operacionalIsso não significa criar dois PRAXIUM.
É apenas o CORE sabendo:
QUE TIPO DE TRABALHO ESTOU CONTROLANDO?8. Rastreabilidade obrigatória
Toda solicitação cognitiva deve carregar o mesmo:
PRX_RUN_IDE também:
cognitive_call_id
provider_requested
provider_effective
model_effective
capability_requested
reason_for_provider
input_digest
output_digest
llm_called
fallback_used
validation_result
latencyIsso elimina exatamente ambiguidades que já apareceram nos testes, como:
provider = ollamasem sabermos se o Ollama foi efetivamente chamado.
A Fase 3 já mostrou por que IDs exclusivos e correlação causal são essenciais.
9. Como reduzir drasticamente a chance de erros
Aqui eu seria conservador.
Não faria uma grande reforma de uma vez.
A sequência que considero mais segura é:
Mapear os pontos atuais onde
server.py,prax_orchestrator.py, Router e código de provider chamam Ollama/LLM; sem modificar nada.Definir
CognitiveRequestV1,CognitiveResponseV1eCognitiveProviderem isolamento e escrever testes de contrato.Criar primeiro
OllamaAdapterusando exatamente o comportamento existente — nenhuma inteligência nova.Colocar a Porta Cognitiva em shadow mode: observar o que faria, enquanto o caminho atual continua valendo.
Comparar caminho atual × porta nova por
PRX_RUN_ID; somente se forem equivalentes, promover uma capacidade pequena.Migrar apenas uma capacidade, provavelmente interpretação linguística, e repetir E2E.
Depois adicionar provider externo opcional pela mesma interface.
Abrir o slot
PraxiumInternalProvider, mesmo inicialmente sem implementação, permitindo que o futuro LLM seja desenvolvido paralelamente.Só então migrar novas capacidades gradualmente, uma por vez.
Isso é essencialmente uma migração por estrangulamento, não uma substituição de arquitetura.
10. Como o PRAXIUM pode evoluir em paralelo
Essa arquitetura permite quatro linhas trabalhando simultaneamente:
LINHA A — PRAXIUM CORE
governança
roteamento
memória
Reason DNA
motores
QA
LINHA B — CAPACIDADES NATIVAS
matemática
lógica
investimentos
análise determinística
motores especializados
LINHA C — INTERMEDIAÇÃO LINGUÍSTICA
Ollama
GPT/API
outros providers
LINHA D — PRAXIUM INTERNAL LLM
dataset PRX
interpretação
semântica
treino/fine-tuning
avaliação
modelo próprioTodas convergem para o mesmo contrato cognitivo.
Essa é a grande vantagem.
A equipe que estiver construindo o futuro LLM não precisa esperar o CORE.
Quem estiver desenvolvendo o CORE não precisa esperar o futuro LLM.
Quem desenvolver novos motores não precisa saber qual LLM está ativo.
E o PRX-QA pode avaliar todos pelos mesmos critérios.
11. O futuro LLM PRAXIUM pode nascer pequeno
Eu evitaria o objetivo inicial:
“vamos construir nosso próprio grande LLM”.
É grande demais e cria risco de anos de trabalho antes de obter valor.
Faria:
PRX-LING-01
intenção
↓
PRX-LING-02
entidades e relações
↓
PRX-LING-03
tradução humano → semântica PRX
↓
PRX-LING-04
semântica PRX → linguagem humana
↓
PRX-LING-05
contexto e enredo
↓
PRX-COG
modelo cognitivo mais completoEnquanto isso:
Ollama = professor/provedor transitório
GPT = recurso externo opcional
PRX-LLM = cresce progressivamenteE podemos gerar dados de alta qualidade para o futuro modelo:
entrada humana
↓
interpretação do provider
↓
decisão PRAXIUM
↓
crítica Sócrates
↓
correção
↓
resultado observadoEsse material é potencialmente muito mais valioso para o futuro PRX-LLM do que simplesmente acumular conversas.
12. Minha recomendação arquitetural final
Eu congelaria estas cinco regras como canônicas:
PROVIDER ≠ AUTORIDADE
GERAÇÃO ≠ VALIDAÇÃO
CAPACIDADE ≠ PROVIDER
TODO PROVIDER ENTRA PELO MESMO CONTRATO
O FUTURO PRX-LLM DEVE SUBSTITUIR CAPACIDADES PROGRESSIVAMENTE, NÃO O PRAXIUM INTEIRO
Isso cria uma arquitetura na qual:
PRAXIUM permanece
│
capacidades mudam
│
┌───────────┼────────────┐
▼ ▼ ▼
Ollama GPT PRX-LLM
transitório opcional crescenteMinha escolha técnica
Não criaria agora um subsistema paralelo.
Criaria uma interface estreita dentro do caminho já existente, reutilizando o Router/CORE e encapsulando progressivamente as chamadas de provider que já existem.
Assim preservamos o princípio do projeto:
partir do que existe, provar antes de substituir e nunca confundir existência com funcionamento.
E esse desenho deixa aberto exatamente o futuro que você quer: PRAXIUM evoluindo de um sistema que hoje utiliza LLMs para um sistema que, progressivamente, desenvolve suas próprias capacidades cognitivas — sem precisar ser reconstruído quando isso acontecer.
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